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Até a metade do século 20 o lixo não significava um problema. A maior parte dele era formada por materiais orgânicos, como restos de frutas e verduras, assim como de animais, e tudo isso é degradável pela ação da natureza. Hoje, um dos maiores problemas da sociedade moderna são as produções exacerbadas de lixo e, é este volume que vem aumentando progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos. E os locais para disposição de todo esse material estão se esgotando rapidamente, exigindo iniciativas urgentes para a redução da quantidade enviada para os aterros sanitários, aterros clandestinos ou lixões. O lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para sua solução.
Dentro deste contexto a Ativa Rafting e Aventuras, empresa que opera em seis bases no Brasil e que é uma das mais conceituadas empresas do ramo com atuação efetiva no mercado desde 1994, começou a dar uma contribuição efetiva em relação ao lixo em Taboquinhas, distrito a 30 Km de Itacaré - Bahia.
A empresa implantou o Turismo com responsabilidade social na comunidade de Taboquinhas. Turismo sustentável de verdade com pequenos grupos, envolvimento total da comunidade, preservação da natureza e cultura da região. Onde os agentes da empresa compromissados com esta causa, e preocupados com a sustentabilidade da base foram atrás de alternativas que possam suprir estes problemas sociais e foi então desenvolvido um projeto em parceria com a ONG Yonic, de Itacaré. Projeto este que tem por objetivo a reciclagem do lixo e por conseqüência a educação ambiental. No princípio o projeto envolverá apenas a comunidade do Pé da Pancada, onde fica a base, mas com intuito de envolver toda a comunidade de Taboquinhas o mais breve possível.
O projeto começou a ser desenvolvido com a capacitação de pessoas de Taboquinhas, que foram para Itacaré durante uma semana aprender a reciclar materiais plásticos . Onde aprenderam a lidar com este lixo, que é muito incidente na comunidade de Taboquinhas. O resultado foi à transformação deste lixo em bolsas, tapetes, bonés, cinzeiros e enfeites como flores, bonequinhas...produtos estes que darão uma sustentabilidade maior onde, em curto prazo, a reciclagem permite a aplicação dos recursos obtidos com a venda dos materiais em benefícios sociais e melhorias de infra-estrutura na comunidade que participa do programa. A ampliação do projeto também pode gerar empregos e integrar na economia formal trabalhadores antes marginalizados.
Aqui na região da Costa do Cacau, sul da Bahia, como na maioria das regiões do nosso país, o lixo é tratado da forma mais habitual, que é, jogar tudo nos lixões. Os lixões, para onde vai a maior parte do lixo doméstico, são depósitos a céu aberto, onde os resíduos, depositados de forma regular ou clandestinamente, formam verdadeiras montanhas. Além da poluição visual, do risco de contaminação do solo, de rios e águas subterrâneas - caso os resíduos alcancem o lençol freático - nos lixões proliferam-se parasitas causadores de doenças. Muitas pessoas, ainda, lançam seus lixos em vias públicas, rios, praias, mares, em terrenos baldios, margens de vias públicas, e redes de esgoto, entre outros locais impróprios.
Esta situação cresce numa escala geométrica e preocupa os integrantes da equipe Ativa Rafting e Aventuras, por isto a necessidade de se fazer algo. E a melhor alternativa é reciclar e dentre as inúmeras vantagens estão:
Economia de energia Redução da poluição Geração de empregos Melhoria da limpeza e higiene da cidade Diminuição do lixo nos aterros e lixões Diminuição da extração de recursos naturais Menor redução de florestas nativas
Todos estes motivos nos fazem concluir que nós da Ativa Rafting e Aventuras só temos a ganhar com a reciclagem, e por isto temos que nos esforçar para torná-la uma realidade. E para tanto, devemos nos conscientizar de que a sociedade é formada por indivíduos, ou seja, cada um deve fazer a sua parte. E onde é preciso que as pessoas “entendam a fragilidade do meio ambiente e o tratem com respeito e não com desprezo como é tratado atualmente”. E comecem também a exigir mudanças nas instâncias políticas, pois mesmo que existam leis a serem aprovados, os órgãos públicos ligados ao meio ambiente são ineficazes e inoperantes atualmente.
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